Atenção: este texto contem spoilers (que podem estragar surpresas de quem não assistiu aos filmes anteriores!
Mais um ano, mais um Jogos Mortais. Agora em seu 6º filme. Na trama, o detetive Hoffman (Costas Mandylor, de A lenda de Beowulf), que substituiu Jigsaw depois de sua morte, continua fazendo os joguinhos sádicos.
A série tinha toda sua força nos vilões Jigsaw (Tobin Bell) e a perturbada Amanda (Shawnee Smith, de A ilha), mas por alguma razão que desconheço, os produtores resolveram matá-los no 3º filme. Com isso a saga foi de mal a pior. O 1º foi um excelente filme de suspense, um dos melhores em anos. Mas dos segundo em diante a saga foi perdendo o rumo e acabou de tornando trash demais. Trocou a inteligência pelo sangue.
Os jogos e armadilhas continuam
Outra coisa que incomoda é que o filme acaba traindo os próprios princípios em uma busca por inovação: se nos filmes anteriores as pessoas eram escolhidas para darem mais valor a própria vida, agora não passa de uma vingança pessoal. O elenco não se destaca, com atuação padrão para esse tipo de filme: gritar o máximo que puder e fazer cara de susto.
Exemplo de atuação padrão
Não tem muito o que falar sobre Jogos Mortais 6. Entra e sai diretor e a parte técnica continua a mesma, inclusive o típico final em que toda a trama é explicada com partes do filme todo para que o expectador entenda ao som da música tema da franquia. Jogos Mortais já foi uma boa série, que ficou ruim a partir do 4º. A pior parte é que ano que vem tem mais. 1 estrelinha, e está de bom tamanho. Cotação do Daiblog:
Saw 6 (EUA, 2009) Dirigido por Kevin Greutert. Com Costas Mandylor, Mark Rolston, Betsy Russel, Tobin Bell, Shawnee Smith, Peter Outerbridge e Shauna MacDonalds.
Veja aqui o trailer do filme Jogos mortais 6 legendado em português:
Concordo com o Pedro na maior parte do texto porque está claro que a ganância das produtoras nem sempre significa filmes bons. Enquanto Jogos mortais der lucro com certeza vão fazer mais e mais filmes. A sétima produção será em 3D, o que pode representar uma nova experiência na desgastada franquia.
"Eu ainda quero jogar um jogo"
Aproveite para ler mais sobre outros filmes da série que foram comentados anteriormente aqui no Daiblog:
O festival Mix Brasil foi aberto em Brasília com o longa-metragem Quanto dura o amor? - uma produção nacional que fala sobre sexo e sentimento através de uma série de personagens que moram em São Paulo. Dirigido por Roberto Moreira (Contra todos), que também assina o roteiro ao lado de Anna Muylaert (É proibido fumar), o filme tem início com Marina (Sílvia Lourenço, de A minha maneira de estar sozinho e Não por acaso), uma jovem atriz que viaja até Sampa com o objetivo de conseguir um emprego.
Para aproveitar a forte cena cultural da cidade e quem sabe alavancar a carreira, ela se hospeda na casa da advogada Suzana (Maria Clara Spinelli), que por sua vez se relaciona com um colega de trabalho (vivido por Gustavo Machado, de Nome próprio). Durante uma festa Marina conhece a cantora Justine (Danni Carlos), que mantem um caso com Nuno (Paulo Vilhena, de Chega de saudade, O magnata). Tem início então um triângulo amoroso bissexual, sendo que Nuno não acredita que Justine vá trocá-lo por Marina.
Amor e vida noturna
No mesmo prédio onde vive a atriz também mora o escritor Jay (Fábio Herford, de Salve geral), que é cliente da prostituta Michelle (Leilah Moreno, de Antônia - O filme). Diferente da garota de programa, Jay não vê o relação dos dois como algo apenas profissional e ele sonha em viver uma história de amor com a mulher. Juntos, todos os personagens vão viver experiências de amor e decepção.
Sexo e emprego
Quanto dura o amor? consegue entreter e prender a atenção. Todas as histórias são interessantes, sendo que algumas possuem um elemento surpresa. O final aparentemente inconclusivo responde a pergunta do título. No final das contas é um bom filme sobre pequenas crônicas urbanas.
Cotação do Daiblog:
Quanto Dura o Amor? (Brasil, 2009) Dirigido por Roberto Moreira. Com Sílvia Lourenço, Danni Carlos, Paulo Vilhena, Maria Clara Spinelli, Gustavo Machado, Fábio Herford, Leilah Moreno, Paula Pretta, Sérgio Guizé, Ailton Graça...
A vida de Thea Clayhill (Lindsay Lohan, de Sorte no amor e Eu sei quem me matou) está uma verdadeiro caos. Ela sustenta a irmã mais nova e vive com o aluguel atrasado. Enfrenta problemas também no ambiente de trabalho - uma editora de livros. Lá Thea pode ser considerada uma babá do cachorro do chefe, desempenhando uma série de funções que só a deixam cada vez mais frustrada.
Quando tudo parece que não pode ficar pior, Thea é demitida depois que seu chefe escuta um comentário que definitivamente não era para ser ouvido. Vendo que pode se tornar desempregada, a jovem faz uma falsa revelação: está grávida. Assim, graças à cascata criada de última hora, ela consegue manter o emprego. Só que todo mundo sabe que mentira tem perna curta e viver uma farsa assim não será nada fácil.
Gravidez falsa
Ela contará com ajuda de uma amiga do trabalho (Cheryl Hines, de Space Chimps - Micos no espaço, A verdade nua e crua) e a cooperação do namorado sem noção (vivido por Aaron Yoo, de Paranóia, Sexta-feira 13). A gestação de mentirinha fará com que a vida da protagonista mude da água para o vinho, o que inclui desde ter prioridade em filas ou assentos em ônibus até uma nova forma de encarar os problemas.
Futura mamãe?
Meu trabalho é um parto é uma comédia simples e descompromissada. Lindsay Lohan pode ser uma figura polêmica por causa dos escândalos que se envolve, mas neste filme ela prova que continua bonita e carismática - tudo o que é exigido para uma comédia romântica comum. É o tipo de filme que não inova em nada, só que permanece com seu público fiel. Também estão no elenco Bonnie Somerville (Noivas em guerra), Kevin Covais (Colegiais em apuros) e Luke Kirby (O preço de uma verdade). Cotação do Daiblog:
Labor Pains (EUA, 2009) Dirigido por Lara Shapiro. Com Lindsay Lohan, Luke Kirby, Chris Parnell, Aaron Yoo, Bridgit Mendler, Tracee Ellis Ross, Kevin Covais, Bonnie Somerville, Cheryl Hines, Creed Bratton, Janeane Garofalo, Jack Axelrod, Donald V. Allen, Keiko Agena...
Veja aqui o trailer do filme Meu trabalho é um parto legendado em português:
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