Assim como foi feito com Sexta-feira 13, você poderá ler sobre toda a franquia Fantasma aqui no Daiblog! Acompanhe a partir de hoje as atualizações diárias, com um filme por dia!
Depois do velório de um parente, o menino Mike (A. Michael Baldwin) tem uma sinistra visão. Ele vê um homem alto carregando o pesado caixão com uma facilidade impressionante. E o mais estranho: ao invés de enterrá-lo na cova, ele foge com o corpo. Este é apenas o início de uma das franquias mais esquisitas e adoradas do cinema de terror: Fantasma.
Mike conta o caso para o irmão Jody (Bill Thornbury) e, com a ajuda do amigo sorveteiro Reggie (Reggie Bannister, de O mestre dos desejos), os três vão tentar entender o que realmente aconteceu. Mas o mistério por trás do misterioso agente funerário é complexo o bastante para ser explicado em apenas um filme. Conhecido como Homem Alto (Angus Scrimm), ele possui um maligno interesse pelos cadáveres.
Mike com o Homem Alto no fundo
A produção é simples o bastante para ser considerada trash, mas o diretor / roteirista Don Coscarelli (Pânico na montanha) merece o mérito de ter criado uma história original e bizarra. Afinal não é todo dia que vemos um roteiro que fala de esferas assassinas, transformação de anões zumbis de sangue amarelo ou passagens para outra dimensão.
Esferas mortíferas fazendo suco de cérebro
Apesar de ser considerado cult pelos fãs do gênero, o filme é repleto de falhas e furos no roteiro. O ponto positivo é a ambientação sombria, como as sequências em corredores fúnebres e um constante clima que passa a impressão que é tudo um enorme pesadelo. Cotação do Daiblog:
Phantasm (EUA, 1979) Dirigido por Don Coscarelli Com A. Michael Baldwin, Reggie Bannister, Bill Thornbury, Angus Scrimm, Myrtle Scotton, Kenneth V. Jones...
Veja aqui o trailer do filme Fantasma - Noite macabra:
Aproveitando o sucesso de Harry Potter e o engima do príncipe, os astros da série vão aparecer no Daiblog. Depois de Daniel Radcliffe é a vez de Rupert Grint!
Catálogo Daiblog: Rupert Grint
Rupert Grint estrela o papel de Rony Weasley, colega de turma e melhor amigo de Harry Potter, na franquia Harry Potter, desde 2001. Atualmente trabalha no filme que adapta o último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, e deverá ter duas partes - a primeira com lançamento previsto nos EUA para novembro de 2010, a segunda no verão americano de 2011.
Rupert estrelou recentemente o filme inglês independente “Cherrybomb”, aclamado pela crítica em festivais na Inglaterra e em outros países europeus. Em breve poderá ser visto na comédia “Wild Target”, em que trabalha com Emily Blunt e Bill Nighy. Com direção de Jonathan Lynn, “Wild Target” se baseia no filme francês de 1993 “Cible Emouvante” e conta a história de um atirador que tenta se aposentar, mas é envolvido por uma bela ladra.
Grint em Harry Potter e o enigma do príncipe
Ele estreou como ator ao ganhar o papel de Rony Weasley no filme de 2001, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Sua atuação lhe valeu uma indicação para o prêmio do British Film Critics' Circle por Melhor Revelação e um prêmio Young Artist de Novato Mais Promissor. Além disso, a principal revista inglesasobre cinema, Empire, concedeu a Rupert e seus colegas de Harry Potter, Daniel Radcliffe e Emma Watson, o valorizado Prêmio Outstanding Contribution em reconhecimento às suas atuações na franquia.
Cena de Lições de vida
Em 2002, seguindo seu trabalho no primeiro filme da série Harry Potter, Rupert Grint estrelou como um jovem e impulsivo professor o filme de Peter Hewitt “Emissão Impossível”, em que também atuaram Simon Callow, Stephen Fry e Paul Giamatti. Ele voltou ao papel de Rony Weasley em “Harry Potter e a Câmara Secreta”, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” e “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Em 2006, trabalhou com Julie Walters e Laura Linney no aclamado filme independente de Jeremy Brock, “Lições de Vida”. No ano seguinte, estrelou como Rony em “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Antes de ganhar o papel de Rony Weasley, Rupert Grint atuava na escola e em teatros locais, incluindo montagens de “Annie”, “Peter Pan” e “Rumpelstiltskin”.
Muitos imigrantes ilegais vivem nos Estados Unidos e essa situação geralmente é tratada no cinema de forma dramática. Porém em A proposta, o problema social serve de inspiração para uma comédia romântica nem um pouco original estrelada por Sandra Bullock (Premonições, Crash, no limite, A casa do lago) e Ryan Reynolds (X-Men Origens: Wolverine e Horror em Amityville).
Margaret Tate (Bullock) trabalha em um cargo alto de uma editora. Sempre passou por cima dos funcionários com sua postura dominadora e autoritária. Mas ela recebeu a notícia que pode perder todo o status por não ter um visto permanente para viver na terra do Tio Sam. Para não ser deportada novamente para seu país de oirgem, o Canadá, a mulher inventa que está noiva do assistente Andrew Paxton (Reynolds).
Casamento armado
A proposta para o rapaz é a seguinte: fingir que eles namoram há algum tempo e que vão se casar em breve. Desta forma, depois de casada, a chefe poderá morar e trabalhar de forma legal nos Estados Unidos. Andrew recusa, mas acaba por concordar depois de algumas chantagens. Depois a hierarquia entre os dois se inverte, visto que é Margaret que precisa de Andrew.
Não faltam cenas de comédia
O roteiro foi escrito pelo estreante Pete Chiarelli, que parece ter aprendido bem como fazer uma comédia romântica repleta de clichês e situações que se repetem até a exaustão neste gênero. Mas o resultado não é ruim. As boas cenas de comédia ainda divertem, apesar de ser uma trama previsível. Dirigido por Anne Fletcher (de Vestida para casar), o filme traz também no elenco Mary Steenburgen (Surpresas do amor), Denis O'Hare (Quarentena, Duplicidade, A troca), Malin Akerman (Watchmen - O filme, Antes só do que mal casado). Cotação do Daiblog:
Veja aqui o trailer do filme A proposta legendado em português:
Jonathas Soares no Festival de Cinema de Edimburgo
O colaborador Jonathas Soares continua comentando sobre os filmes que assistiu durante o festival deste ano. Confira! Não deixe de ver também o video no final, exclusivo da TV Daiblog! The September Issue (provavelmente o filme aparecerá no Brasil como “A Edição de Setembro”): Documentário sobre os bastidores da revista Vogue e sua editora Anna Wintour, que dita a moda nos Estados Unidos. O notável sucesso de “O diabo veste Prada” em 2006 veio com a reputação de que a personagem de Meryl Streep, Miranda Priestly, era baseada em Wintour. Apesar de a autora do livro homônimo ter negado tal hipótese, há evidências contundentes que apontam para o contrário, como o fato de que ela trabalhou para Anna Wintour antes de se tornar escritora.
Cena do documentário
Uma das condições de Anna para fazer o documentário foi que não houvesse referência alguma ao filme com Streep, e acho que todos entendemos porque. Como indicado no título, o documentário mostra a evolução da edição de setembro, que sempre é a mais importante da Vogue, por ser a mais longa e conter as novas tendências para o ano todo. Depois de ver “The September Issue”, entendemos melhor como são as reuniões na revista, a pressão para atingir altos padrões e a relação de Wintour com Grace Coddington, diretora de criação e “quase rival”. Anna Wintour parece mais humana depois do filme, mas não muito mais, pois percebemos que se ela não fosse fria e não tivesse nervos de aço, nunca conseguiria lidar com o seu influente e estressante posto. Cotação:
O diretor compareceu à sessão, pois se tratava da estreia do filme no Reino Unido. Confira agora com exclusividade na TV Daiblog o vídeo que mostra a conversa dele com uma das organizadoras do festival. R.J.Cutler respondeu perguntas sobre Anna, Grace e Vogue.
David Yates (Harry Potter e a ordem da fênix) volta a dirigir um longa-metragem baseado nos livros de J.K. Rowling. O sexto filme da série é ainda mais sombrio e maduro que os anteriores. Por isso que o crescimento do elenco não influenciou no resultado final. Acompanhando o amadurecimento do protagonista, o roteiro explora também o lado da puberdade e os triângulosos amorosos que surgem entre os estudantes de Hogwarts. E esse caráter adolescente é mostrado mais na primeira parte do filme, a mais leve.
Dando continuidade ao que aconteceu no longa anterior, Harry Potter e o enigma do príncipe já começa mostrando que Voldemort, o lord das trevas, não está para brincadeiras. Assim, o perigo de uma tragédia acontecer cresce a cada momento e quem leu o livro sabe que algo importante realmente acontece.
A primeira parte do filme é a mais leve
Um dos pontos mais interessantes da história é a explicação de diversos mistérios. Mesmo que alguma reviravolta possa acontecer na conclusão (que será lançada nos cinemas em 2010 e 2011), é definida nesta parte exatamente quem são os vilões. Por isso é bom se preparar para surpresas.
Inimigos poderosos
O passado de Voldemort é relembrado através de flashbacks e o filme termina com uma dica para a próxima (e última) aventura. É possível dizer que, até o momento, este é o filme mais "sério" de Harry Potter. Existe ainda um clima fantasioso, afinal as aulas de bruxaria na escola ainda rendem momentos divertidos, porém o que prevalece é um suspense e uma grande expectativa em relação ao final. Portanto chamar o herói de bruxinho mais famoso do mundo não combina mais tanto.
A magia do amor está no ar
Afinal Potter se mostra agora mais humano, não sendo apenas um típico herói idealizado. A produção está novamente impecável e, seguindo a mesma linha dos anteriores, é uma película bem cuidada e bonita de ser ver e ouvir. Quem não assistiu aos filmes anteriores provavelmente não vai entender nada. E quem ainda pensa que Harry Potter é apenas para criança, é bom se preparar para uma cena em específico. Uma sequência de suspense qeu da um susto daqueles de pular na cadeira do cinema! Está aberta a temporada de féria escolares e, até o presente momento, Harry Potter é a melhor escolha da telona. Cotação do Daiblog:
Harry Potter and the Half-Blood Prince (EUA / Reino Unido, 2009) Dirigido por David Yates. Com Daniel Radcliffe, Michael Gambon, Dave Legeno, Jim Broadbent, Bonnie Wright, Emma Watson, Rupert Grint, Julie Walters, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Tom Felton...
Veja aqui o trailer do filme Harry Potter e o enigma do príncipe legendado em português:
DANIEL RADCLIFFE fez o papel-título nos filmes de sucesso baseados nos best-sellers de Harry Potter, de J.K. Rowling. Ele estreou em 2001, com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, continuando com “Harry Potter e a Câmara Secreta”, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, “Harry Potter e o Cálice de Fogo” e “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Ele completará a série como Harry Potter no muito esperado filme da adaptação do último livro, realizado em duas partes, “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. A primeira parte será lançada nos Estados Unidos em novembro de 2010, a segunda no verão americano de 2011.
Daniel como Harry Potter
Estreando na Broadway como Alan Strang na peça de Peter Shaffer “Equus”, Daniel Radcliffe recebeu o prêmio de Melhor Protagonista no Annual Theatre Fan Choice Awards, organizado pelo Broadway World, além de Melhor 24 Protagonista e Revelação na premiação anual Broadway.com Audience. Ainda recebeu indicações para os prêmios Drama League e Drama Desk por sua atuação na peça. Daniel Radcliffe tinha representado o mesmo papel em 2007, em Londres, onde foi aclamado pela crítica, em sua estréia no West End. A direção é de Thea Sharrock; na peça atua, ainda, o colega dos filmes Harry Potter e vencedor do prêmio Tony®, Richard Griffiths.
Imagem de Harry Potter e o engima do príncipe
Daniel Radcliffe atuou também no filme independente australiano “Um Verão para Toda Vida” e fez o papel de Jack Kipling no telefilme “My Boy Jack”, que conta a história do filho de 17 anos de Rudyard Kipling, Jack, que morreu na Primeira Guerra, e o efeito devastador do fato em sua família. No filme ainda estão Kim Cattrall, Carey Mulligan e David Haig.
Daniel apareceu como convidado, representando a si mesmo, na série premiada da BBC/HBO “Extras”, estrelada por Ricky Gervais. Sua estréia no cinema foi como o jovem David Copperfield, na apresentação do clássico de Charles Dickens da BBC/PBS.
Rumba é uma divertida surpresa que está em cartaz nos cinemas da cidade. Com um senso de humor europeu, a produção belga-francesa faz rir com situações que variam desde a comédia inocente até o humor negro politicamente incorreto. A trama gira em torno do casal Fiona e Dom. Ambos são professores em uma escola rural. Enquanto Fiona ensina inglês para as crianças, o marido da aulas de educação física.
Os dois levam uma vida feliz e animada, principalmente porque são apaixonados por músicas latinas. Daí o título Rumba, que é um ritmo cubano. Influenciados pelas melodias calientes, Dom e Fiona colecionam prêmios de dança conquistados em diversos concursos. Porém um acidente de carro provocado por um suicida sem sorte faz com que a vida dos professores-dançarinos vire de cabeça para baixo.
Coreografias de gosto duvidoso
Com pouco mais de uma hora de duração, Rumba merece ser visto por possuir um senso de humor que raramente aparece nos cinemas do Brasil. Enquanto algumas cenas beiram o surreal (como a do vestido que se descostura), outras são menos inocentes e fazem piada de situações constrangedoras provocadas por defiências físicas e problemas mentais. E daí já é possível prever as consequências do acidente automobilístico.
Amor pela dança
O filme é bem colorido, com as cores bem destacadas das roupas e objetos. A primeira parte da produção, que possui piadas mais leve, é a melhor. A sequência do carro, por exemplo, vale o ingresso por garantir gargalhadas. Depois o roteiro caminha para a tragicomédia, tendo espaço ainda para umas pinceladas de romance. Muito divertido e com momentos originais. Não tem como não rir das cafonices do casal! Cotação do Daiblog:
Rumba (França / Bélgica, 2008) Dirigido por Dominique Abel, Fiona Gordon e Bruno Romy. Com Dominique Abel, Fiona Gordon, Bruno Romy, Philippe Martz, Clément Morel, Ophélie Anfry...
Veja aqui o trailer do filme Rumba:
João Gordo participa da dublagem de Matadores de vampiras lésbicas
Longa-metragem estreia nos cinemas brasileiros no dia 30 de outubro com cópias dubladas e legendadas. A distribuição é da Imagem Filmes. O músico João Gordo doará a sua voz ao personagem Fletch (James Corden) em Matadores de Vampiras Lésbicas. Produção britânica que promete divertir, aterrorizar e também satisfazer os desejos de muitos espectadores nos cinemas.
João Gordo nos estúdios de dublagem
Sinopse: Fletch (James Corden) perdeu o emprego e Jimmy (Mathew Horne) a namorada. Com as férias chegando e sem planos de aonde ir, a dupla decide passar um final de semana no campo tomando cerveja e respirando ar puro. Porém, nada acontece como planejado. Depois de muitas confusões, os amigos se vêem presos num vilarejo onde as mulheres são vítimas da lendária maldição das Vampiras Lésbicas. Muita diversão, dentes pontiagudos e lindas mulheres estarão no caminho destes dois. Diante desta situação é preciso coragem para superar seus medos, e também seus sonhos, e tornar-se um dos Matadores de Vampiras Lésbicas.
O longa-metragem De repente, Califórnia é o primeiro lançamento da distribuidora Filmes do Mix, que chega ao mercado brasileiro com a proposta de trazer para os cinemas as produções com a temática gay. O filme acompanha a história de Zach, um jovem que trabalha em uma lanchonete e tem uma família problemática.
Apesar de trabalhar fritando hamburguer, Zach possui um talento para as artes plásticos e vive desenhando e pintando paredes. Mas sua vida atual não permite que ele invista na carreira artística. Zach cuida do sobrinho Cody como se fosse um pai, já que sua irmã é imatura e não sabe lidar com as responsabilidades maternas.
Romance surfista
O namoro com a namorada está por um fio por terminar e a vida do jovem toma novos rumos quando ele se reencontra com Shaun, um antigo amigo. Os dois ficam ainda mais amigos e a relação cresce em direção a um lado que Zach até então desconhecia. De repente, California é um filme sobre descobertas e valores familiares.
Água com açúcar
Infelizmente a carga dramática que poderia render bons momentos é disperdiçada. Ao invés disso o longa reserva espaço para cenas de surfistas, praias e um clima de férias entre uma cena ou outra. Os problemas que surgem são simples e as resoluções ainda mais fáceis. O resultado é tão água com açúcar e morno que mais parece um filme estrelado pela Mandy Moore (Um amor para recordar). Resta torcer para que a distribuidora lance filmes tão bons quanto os exibidos no Festival Mix Brasil, como os divertidos Hellbent e Party monster. Cotação do Daiblog:
Veja aqui o trailer do filme De repente, Califórnia:
Jonathas Soares no Festival de Cinema de Edimburgo:
Continuando a série de artigos aqui no Daiblog sobre o Festival de Cinema de Edimburgo, antes de falar sobre a noite de premiação, vamos a um balanço geral dos filmes de 2009. Conforme a lista publicada na semana passada, além de “Rudo y Cursi”, assisti aos seguintes títulos:
Humpday (algo como “Dia de Fornicação”): Este filme foi o vencedor de um dos principais prêmios do festival e, portanto, será abordado na próxima edição do “Daiblog de olho”. Já antecipo que foi um dos melhores a que assisti esse ano, incluindo aqueles vistos fora do festival.
Garapa: Estreia do documentário de José Padilha no Reino Unido, o filme foi mostrado para uma sala lotada, o que demonstra a crescente popularidade do cineasta também fora do Brasil. Tendo como temas a miséria e principalmente a fome resultante da mesma, Padilha nos mostra o cotidiano de cinco famílias nordestinas. “Garapa” é surpreendente em alguns quesitos, principalmente para quem conhece as suas outras obras (e quem não viu “Tropa de Elite”?). Um dos que chamam a atenção é a diferença de ritmo entre esse e filmes como “Estamira” e “Ônibus 174”; “Garapa” é significamente mais lento e contêm cenas que muitos críticos tachariam de supérfulas.
A questão da fome é abordada no documentário
Ele se concentra em documentar o dia-a-dia de seus “personagens”, sem retirar as incômodas partes onde nada acontece. No entanto, é importante notar que nunca nos entendiamos, e o diretor provavelmente previu isso na sala de edição, pois estamos horrorizados demais com o que já vimos. Pelo contrário, é justamente por termos vistos tais cenas que torna-se possível entender melhor as dimensões do que é viver de mãos dadas com a pobreza, dia após dia, hora após hora, se desesperando silenciosamente. Você vai achar difícil esquecer esse filme. Cotação:
O texto de hoje certamente não se trata de um lançamento, o que não quer dizer que ele não merece atenção. Pelo contrário! É uma produção do início da década de 60 que consegue ser muito superior e original do que a maioria dos filmes recentes. O roteiro foi baseado no livro A volta do parafuso, de Henry James. A mesma obra deu origem a mais doze filmes e seriados, sendo que mais um filme está em andamento! Entre os roteiristas desta verão está o conhecido jornalista Truman Capote.
A história gira em torno de Miss Giddens (Deborah Kerr, de Narciso negro), uma bela jovem que aceita a oferta de emprego para cuidar dos órfãos Flora e Miles. Os dois vivem em uma gigantesca mansão, habitada apenas por eles e poucos criados. O tio dos menores é um homem muito ocupado e egoísta, que achou melhor pagar uma governanta para educar os pequenos ao invés de perder tempo com a criação.
Deborah Kerr como Miss Giddens
Olhando por alto parece que Os inocentes é uma versão do romântico livro Jane Eyre (de Charlotte Brontë), mas a narrativa vai progressivamente tensa e sombria. O imenso casarão guarda segredos que são desvendados aos poucos pela protagonista e até mesmo as crianças parecem ter algo a esconder. A trama tem um desenrolar maravilhoso, que prende a atenção literalmente até o último segundo, em um clímax agoniante e surpreendente.
Seriam as crianças mesmo inocentes?
O longa-metragem merece ser visto porque é impecável. A fotografia em preto e branco consegue captar bem as sensações de conforto e medo, além de gerar imagens encantadoras com o bom uso das sombras. Muito mais do que uma simples história de assombrações, Os inocentes é corajoso o bastante para mostrar cenas que nos dias de hoje gerariam polêmica. Perturbador e imperdível. Não é a toa que inspirou o também interessante Os outros, com Nicole Kidman. Cotação do Daiblog:
The Innocents (EUA, 1961) Dirigido por Jack Clayton. Com Deborah Kerr, Peter Wyngarde, Megs Jenkins, Michael Redgrave, Martin Stephens, Pamela Franklin, Clytie Jessop, Isla Cameron...
Veja aqui o trailer do filme Os inocentes:
Paris Filmes lança em DVD: Poirot de Agatha Christie e Prime Suspect
A Paris Filmes prepara dois grandes lançamentos para os fãs dos seriados de mistério e investigações. No mês de setembro, chega às lojas o BOX com a primeira temporada da Coleção Poirot, baseado nos contos da escritora Agatha Chrsitie e estrelado por David Suchet, o mais famoso Poirot de todos os tempos, e também o BOX contendo o primeiro e segundo telefilme de Prime Suspect, estrelado pela oscarizada Hellen Mirren.
A primeira temporada da Coleção Poirot é estrelada por seu famoso personagem, Hercule Poirot, o ex-policial belga que se mudou de vez para Londres depois da guerra e tornou-se um infalível e inconfundível detetive particular. Em cada episódio, Poirot resolve um crime misterioso, geralmente ao lado de seu fiel colega inglês, Capitão Hastings, ou de seu amigo-rival, Inspetor Japp. Seja porque o crime lhe chama a atenção, seja porque um cliente lhe paga para resolvê-lo, uma coisa é certa: nada escapa à mente afiada de Poirot. A série de filmes policiais Prime Suspect, traz Jane Tennison, interpretada pela ganhadora do Oscar® de Melhor Atriz, Helen Mirren, uma competente investigadora da polícia britânica, que luta para afirmar-se entre seus subordinados em um ambiente hostil e masculino e provar que é capaz de solucionar os crimes além de ter de lidar com os problemas de sua vida pessoal. Produzida no Reino Unido, a série teve sete temporadas, exibidas originalmente entre 1991 e 2006 e foi vencedora de diversos prêmios, incluindo oito Bafta e sete Emmy.
Os lançamentos estarão disponíveis para os consumidores finais em 03 de setembro. O BOX Coleção Poirot - Agatha Christie traz 3 DVDs com a primeira temporada completa, pelo preço sugerido de R$ 79,90. Já o BOX Prime Suspect, traz o 1º e o 2º telefilme, em 4 DVDs, pelo preço sugerido de R$ 99,90.
Como já foi dito anteriormente, o leitor Jonathas Soares esteve no Festival de Cinema de Edimburgo. Além de acompanhar os filmes que fizeram parte do evento, ele também fez videos exclusivos para a TV Daiblog e um texto sobre um dos destaques: Rudo y Cursi, longa-metragem inédito no Brasil. Leia abaixo:
Pode-se dizer que o festival de Edimburgo é dividido em duas partes: as matinês para quem nao trabalha durante o dia e as sessões noturnas, lotadas e cheias de glamour por muitas vezes contarem com a presença das estrelas dos filmes mostrados. Na lista desse ano, tivemos aparições de atrizes do calibre de Claine Danes de (A viagem, Tudo em família), Robin Wright Penn (de A lenda de Beowulf, Invasão de domicílio, A dama na água) e, claro, de Gael García Bernal (de “Sem notícias de Deus”) e Diego Luna (de Só Deus sabe e Dirty Dancing 2 – Noites de Havana). O novo filme deles, “Rudo y Cursi”, é um dos carros-chefes do festival desse ano. Dirigido por Carlos Cuarón (irmao do famoso diretor de “Filhos da esperança” e Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban), tenta repetir o estrondoso sucesso que “E sua mãe também” fez no circuito internacional em 2001.
Eu tive a sorte de comparecer a estreia do filme no Reino Unido, que aconteceu aqui no festival. Não só os dois atores já mencionados estavam lá, mas também Carlos y Alfonso Cuarón. Para os dois, “Rudo y Cursi” é um filme histórico, pois é, ao mesmo tempo, o primeiro de Carlos e a primeira produção da companhia “Cha cha cha” que Alfonso, Guillermo del Toro (de O labirinto do fauno) e Alejandro González Iñárritu (de Babel) montaram juntos. Cada membro dessa tríade alçou à fama sozinho merecidamente. Pegando carona no sucesso já conquistado por eles, surge agora esse novo nome: Carlos Cuarón. A conversa que os irmãos Cuarón, Diego Luna e Gael García Bernal tiveram com o público você vê com exclusividade na TV Daiblog.
Gael interpreta um homem que sonha em ser cantor
Vamos ao filme. Como diz a sinopse divulgada na última atualizacao, “Rudo y Cursi” é a história de dois irmãos, representados por Diego e Gael, que se transformam da noite para o dia em estrelas do futebol mexicano. Segundo o diretor, eles foram escolhidos para seus respectivos papéis justamente por serem o oposto do que estavam tentando retratar: Luna faz Rudo, que quer dizer “mal-educado” em espanhol, enquanto García Bernal fica com Cursi, cuja tradução é algo como “brega”.
Irmãos
No início do filme os personagens trabalham colhendo bananas nas lavouras do interior do México. O diretor faz questão de incluir uma fala explicando que aquelas bananas seriam exportadas. No entanto, quando questionado sobre as críticas que incluiu no filme, ele frisou que o seu objetivo não era dar opiniões sobre exportação, traficantes de drogas (um elemento do enredo) ou qualquer outro problema social mexicano. Disse que apenas quis mostrar fatos, e dizer “isso está acontecendo hoje no México”.
Música, futebol e amizade
O filme teve uma recepção morna no festival, consequência direta da história igualmente morna com que o público foi apresentado por Cuarón. É impossível não fazer uma comparação com o tom dos filmes dirigidos por Alfonso e o desse “Rudo y Cursi”. “E sua mãe também”, “Filhos da esperança” e até mesmo o eficiente “A princesinha” são todas produções que prendem a atenção do espectador logo nos primeiros minutos. Seguimos os personagens sem pestanejar, às vezes perdendo o fôlego, tamanho é o envolvimento emocional com o que estamos assistindo. O filme de Carlos, além de não surpreender ou arrebatar ninguém, nos lembra títulos que costumávamos ver em uma “sessão da tarde”. Falta a coragem de Alfonso para se arriscar, se atrever a mostrar algo novo. Ele disse em sua entrevista que queria filmar uma história sobre rivalidade entre irmãos, baseada na que existe na vida real entre ele e Alfonso. No entanto, para o público, não deve existir rivalidade alguma, pois está bem claro quem é o vencedor desse amigável “campeonato”. Cotação do Daiblog: Texto: Jonathas Soares
Rudo y Cursi (México / EUA, 2008) Dirigido po Carlos Cuarón Com: Diego Luna, Gael Garcia Bernal, Guillermo Francella, Dolores Heredia, Adriana Paz, Jessica Mas, Salvador Zerboni, Tania Esmeralda Aguilar, Joaquín Cosio...
Veja aqui o trailer do filme Rudo y Cursi legendado em português. Exclusividade da TV Daiblog:
Confira agora uma entrevista exclusiva com o elenco e equipe do filme Rudo y Cursi. A filmagem foi gravada diretamente do Festival de Cinema de Edimburgo deste ano! A filmagem e tradução foi uma cortesia do Jonathas Soares.
E se você quiser ver mais vídeos exclusivos acesse o canal do Daiblog no Youtube: a TV Daiblog. Lá você poderá ver também os atores Gael Garcia Bernal e Diego Luna cantando para a platéia!
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